home | expediente | editorial | jornal | TV | RR Models | anuncie | parceiros | contato | Portal Kaisem

Politica
Economia  
Marketing
Esporte
Tecnologia
Turismo
Gourmet
Estetica e Beleza
Moda
Fotografia
Arte e Cultura
Decoração 
Psicologia 
Veiculos
Animais
Personalidades
International News
 
 
Cinema
Teatro
Casas noturnas
Bares e Restaurantes
Bandas e DJs
Adulto
Seus direitos
Cronicas
  Fotos & Festas
Diversos
 
 

 

 

 

 

 

por: Reinaldo Dutra

 

Powerlifting x Levantamento de Peso x Fisiculturismo


A matéria em questão é bastante polêmica e tem ganhado muita importância devido ao crescimento do Powerlifting em nosso país, e se refere à inevitável comparação entre os atletas praticantes de Levantamentos Básicos (Powerlifting), os de Levantamento de Pesos (Weightlifting) e os Fisiculturistas (Bodybuilding). Inclusive antes de iniciar as considerações dessa publicação, queremos salientar que admiramos e respeitamos todas as modalidades em questão, e sempre que possível estaremos prestigiando as competições de cada uma delas.

A polêmica é gerada tanto pelas pessoas que não tem conhecimento técnico sobre esses esportes, como pelos próprios atletas. Porque quem vê um atleta Fisiculturista cuja qualidade física "DEFINIÇÃO MUSCULAR" é bastante trabalhada, não imagina que a qualidade física "FORÇA" de um Basista, que possui musculos "roliços" e as vezes até barriguinha saliente é muito mais desenvolvida em relação ao Fisiculturista, pois se colocarmos lado a lado um Fisiculturista de 100 Kg e um Basista do mesmo peso, é realmente inacreditável que o "gordinho" seja mais forte do que o atleta cujos músculos estão modelados e visíveis; ou ainda, quando vemos Fisiculturistas aparentemente "enormes", não conseguirem treinar pesado com Basistas bem mais leves e aparentemente "franzinos´´. Assim como um Levantador Olímpico que não é tão forte quanto um Basista, e nem tão definido como um Fisiculturista, mas com técnica e agilidade, ergue acima da cabeça pesos superiores aos demais.

Vemos na mídia reportagens com atletas campeões de Fisiculturismo, intitulando-os como "Os Homens Mais Fortes do Mundo", o que não condiz com a realidade, se comparado aos atletas do Levantamento Olímpico, muito menos aos atletas do Levantamento Básico. Falando em mídia, ela hoje está ajudando a quebrar esse tabu em diversos Programas Esportivos, mostrando ao público essa realidade. Um desses inclusive mostrando um atleta, adepto do Powerlifting e com diversos títulos na modalidade, desafiando e fazendo coisas que a maioria dos Fisiculturistas e demais "bombadões" não teriam condições de fazer; diga-se de passagem que os atletas que aceitaram o desafio e conseguiram fazer frente ao desafiante, são também praticantes do Powerlifting.

Acreditamos que as diferenças devam ser respeitadas, pois esportivamente, um atleta Campeão de Powerlifting tem a mesma glória do Campeão de Levantamento de Pesos, do Campeão de Fisiculturismo, do Campeão de Natação ou de qualquer outro esporte, pois todas as competições são bastante concorridas. Temos no Powerlifting nacional registros de Campeonatos com mais de 300 atletas inscritos e com mais de 20 participantes numa mesma categoria.

Técnicamente falando, o Powerlifting, o Levantamento de Peso e o Fisiculturismo são esportes diferentes, ligados pelas semelhanças de uma academia e a rígida disciplina. A preparação para a competição desses esportes é totalmente diferente com relação à alimentação, treinamento, metodologia, regras e técnicas. Inclusive, conheço casos de atletas que tentaram seguir duas dessas modalidades ao mesmo tempo, e o resultado foi que tiveram que optar pelo esporte de sua preferência para alcançar resultados expressivos. Já pudemos observar Fisiculturistas que optaram pelos Levantamentos Básicos e tiveram um grande aumento de força e hoje são reconhecidos nacionalmente como Campeões, porém para isso, perderam aquela definição muscular anterior; assim como os Basistas que optaram pelo Fisiculturismo, acabaram por sacrificar sua força, para ganharem definição muscular e outras características particulares do Fisiculturismo, e agora também consagrados Campeões nessa modalidade.

Para finalizar gostariamos de parabenizar as Federações e Confederações dessas três modalidades, que muito tem contribuído para o progresso e a beleza desses esportes. Gostariamos também de parabenizar as Federações e Confederações ligadas ao Powerlifting e a todos os seus atletas, que pelos esforços dedicados nesses últimos anos, contribuiram para que este venha a ser "esporte de exibição" na próxima Olimpíada.

 

Jiu Jitsu

Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.

A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.

Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.

Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.

Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.

De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.

Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.

 
 
ESTE PORTAL TEVE ACESSOS
 
Seu navegador não possui a tecnologia Java. Obtenha através de http://www.java.com