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Powerlifting x Levantamento
de Peso x Fisiculturismo
A matéria em questão é bastante polêmica
e tem ganhado muita importância devido ao crescimento do
Powerlifting em nosso país, e se refere à inevitável
comparação entre os atletas praticantes de Levantamentos
Básicos (Powerlifting), os de Levantamento de Pesos (Weightlifting)
e os Fisiculturistas (Bodybuilding). Inclusive antes de iniciar
as considerações dessa publicação,
queremos salientar que admiramos e respeitamos todas as modalidades
em questão, e sempre que possível estaremos prestigiando
as competições de cada uma delas.
A polêmica é gerada tanto pelas
pessoas que não tem conhecimento técnico sobre esses
esportes, como pelos próprios atletas. Porque quem vê
um atleta Fisiculturista cuja qualidade física "DEFINIÇÃO
MUSCULAR" é bastante trabalhada, não imagina
que a qualidade física "FORÇA" de um Basista,
que possui musculos "roliços" e as vezes até
barriguinha saliente é muito mais desenvolvida em relação
ao Fisiculturista, pois se colocarmos lado a lado um Fisiculturista
de 100 Kg e um Basista do mesmo peso, é realmente inacreditável
que o "gordinho" seja mais forte do que o atleta cujos
músculos estão modelados e visíveis; ou ainda,
quando vemos Fisiculturistas aparentemente "enormes",
não conseguirem treinar pesado com Basistas bem mais leves
e aparentemente "franzinos´´. Assim como um Levantador
Olímpico que não é tão forte quanto
um Basista, e nem tão definido como um Fisiculturista,
mas com técnica e agilidade, ergue acima da cabeça
pesos superiores aos demais.
Vemos na mídia reportagens com atletas
campeões de Fisiculturismo, intitulando-os como "Os
Homens Mais Fortes do Mundo", o que não condiz com
a realidade, se comparado aos atletas do Levantamento Olímpico,
muito menos aos atletas do Levantamento Básico. Falando
em mídia, ela hoje está ajudando a quebrar esse
tabu em diversos Programas Esportivos, mostrando ao público
essa realidade. Um desses inclusive mostrando um atleta, adepto
do Powerlifting e com diversos títulos na modalidade, desafiando
e fazendo coisas que a maioria dos Fisiculturistas e demais "bombadões"
não teriam condições de fazer; diga-se de
passagem que os atletas que aceitaram o desafio e conseguiram
fazer frente ao desafiante, são também praticantes
do Powerlifting.
Acreditamos que as diferenças devam ser
respeitadas, pois esportivamente, um atleta Campeão de
Powerlifting tem a mesma glória do Campeão de Levantamento
de Pesos, do Campeão de Fisiculturismo, do Campeão
de Natação ou de qualquer outro esporte, pois todas
as competições são bastante concorridas.
Temos no Powerlifting nacional registros de Campeonatos com mais
de 300 atletas inscritos e com mais de 20 participantes numa mesma
categoria.
Técnicamente falando, o Powerlifting,
o Levantamento de Peso e o Fisiculturismo são esportes
diferentes, ligados pelas semelhanças de uma academia e
a rígida disciplina. A preparação para a
competição desses esportes é totalmente diferente
com relação à alimentação,
treinamento, metodologia, regras e técnicas. Inclusive,
conheço casos de atletas que tentaram seguir duas dessas
modalidades ao mesmo tempo, e o resultado foi que tiveram que
optar pelo esporte de sua preferência para alcançar
resultados expressivos. Já pudemos observar Fisiculturistas
que optaram pelos Levantamentos Básicos e tiveram um grande
aumento de força e hoje são reconhecidos nacionalmente
como Campeões, porém para isso, perderam aquela
definição muscular anterior; assim como os Basistas
que optaram pelo Fisiculturismo, acabaram por sacrificar sua força,
para ganharem definição muscular e outras características
particulares do Fisiculturismo, e agora também consagrados
Campeões nessa modalidade.
Para finalizar gostariamos de parabenizar as
Federações e Confederações dessas
três modalidades, que muito tem contribuído para
o progresso e a beleza desses esportes. Gostariamos também
de parabenizar as Federações e Confederações
ligadas ao Powerlifting e a todos os seus atletas, que pelos esforços
dedicados nesses últimos anos, contribuiram para que este
venha a ser "esporte de exibição" na próxima
Olimpíada. |
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Jiu Jitsu
Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou
"arte suave", nasceu na Índia e era praticado
por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges
desenvolveram uma técnica baseada nos princípios
do equilíbrio, do sistema de articulação
do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de
armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu
o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao
Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.
A partir do final do século XIX, alguns
mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes,
vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma,
foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários
países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil
em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte,
onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco
homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta
do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta
com o japonês.
Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos
Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização
pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família
e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte
marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São
Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais
fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira
Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo
e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação
dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.
Desde então, Carlos passou a transmitir
seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando
a técnica à compleição física
franzina característica de sua família.
Também transmitiu-lhes sua filosofia
de vida e conceitos de alimentação natural, sendo
um pioneiro na criação de uma dieta especial para
atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo
de saúde.
De posse de uma eficiente técnica de
defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para
se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante.
Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar
uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou
desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar
a carreira dos irmãos.
Enfrentando adversários 20, 30 quilos
mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional.
Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu,
muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles
formou uma escola tão sólida quanto a da Academia
Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas
e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os
golpes de finalização.
Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu
japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam,
Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade
de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial.
Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada
de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo,
inclusive para o Japão.
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