Marketing
é um processo social por meio do qual pessoas e grupos
de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam
com a criação, oferta e livre negociação
de produtos e serviços de valor com outros
O conceito contemporâneo de Marketing engloba a construção
de um satisfatório relacionamento a longo prazo do tipo
ganha-ganha no qual indivíduos e grupos obtêm aquilo
que desejam. O marketing se originou para atender as necessidades
de mercado, mas não está limitado aos bens de
consumo. É também amplamente usado para "vender"
idéias e programas sociais. Técnicas de marketing
são aplicadas em todos os sistemas políticos e
em muitos aspectos da vida.
Apesar de encontrarmos suas raízes ao longo da história
da humanidade, na própria gênese do comércio
o marketing é um campo de estudo novo se comparado com
os demais campos do saber. O estudo do mercado, surgiu da necessidade
dos industriais de administrar a nova realidade, oriunda da
Revolução Industrial que causou uma transformação
de um mercado de vendedores para um mercado de compradores.
Neste estágio o marketing ainda é inseparável
da economia e da administração clássica,
pois inicialmente sua preocupação era puramente
de logística e produtividade, para a maximização
dos lucros. Os consumidores não tinham qualquer poder
de barganha e a concorrência era praticamente inexistente.
Tal realidade manteve-se inalterada até fins da Segunda
Guerra Mundial quando então, reagindo ao crescimento
da concorrência, mercadólogos começaram
a teorizar sobre como atrair e lidar com seus consumidores.
Surgiu então a cultura de vender a qualquer preço.
P.T. Barnum, autor de `The Science of Getting Rich` e `The Art
of Money Getting` foi um ícone deste período,
cheio de truques que faziam da arte de vender quase num espetáculo
de charlatanice e que faz com que até hoje os profissionais
do mercado sejam vistos com desconfiança. Outros autores
da época são W.D. Scott, autor de The Psychology
of Advertising, e H.L Hollingworth que escreveu Advertising
and Selling. As técnicas existentes baseavam-se mais
na intuição do que na prática. Eram técnicas
ingênuas e/ou maliciosas que estavam misturadas a ferramentas
eficientes. Lenda e fato se misturavam, mas o mercado não
dava muito ouvido à academia.
Nos anos 40, Robert Bartels, da Ohio State University defendeu
sua tese de doutorado sobre a teoria do marketing, mas até
então raros eram os princípios do Marketing estabelecidos,
com exceção de trabalhos como o de Walter Scott,
sobre a aplicação da psicologia na propaganda
e o de William J. Reilly sobre as Leis de gravitação
do varejo. A questão crucial era se as teorias de mercado
podiam ou não se desenvolver. Autores como Roland Vaile
e outros afirmavam que nunca seria possível desenvolver
uma teoria mercadológica genuína, pois consideravam
esta extremamente subjetiva, quase uma forma de arte. Por outro
lado, Bartels e outros começavam a admitir que existia
uma potencialidade para a teoria mercadológica se tornar
uma ciência. Em 1954, pelas mãos de Peter Drucker
ao lançar seu livro “A Prática da Administração”,
o marketing é colocado como uma força poderosa
a ser considerada pelos administradores.
Na maior parte das empresas, o marketing ocupava, há
50 anos, apenas um lugar modesto no organograma, o de um serviço
comercial, composto por alguns vendedores e empregados e muitas
vezes estava subordinado ao diretor de produção
ou diretor administrativo, mas aos poucos, essa função
foi-se alargando progressivamente e colocada no mesmo plano
das outras direções de produção,
financeira e de recursos humanos.
Atualmente, pode-se ver a mesma empresa praticando diferentes
filosofias de marketing ao redor do mundo e ver empresas usando
filosofias diferentes do marketing em um mesmo mercado: orientação
para produção, produto, venda, cliente e sociedade,
podendo-se identificar na evolução do marketing
as seguintes filosofias para sua administração.
1. Orientação para Produção: A grande
questão, para as empresas, era produzir e não
vender. O papel do marketing é, essencialmente, entregar
produtos em locais onde possam ser comprados.
2. Orientação para Produto: Considera que os consumidores
preferem os produtos de melhor qualidade, desempenho e aspectos
inovadores. Portanto as organizações deveriam
esforçar-se para aprimorar seus produtos permanentemente.
3. Orientação para Vendas: A orientação
para venda significa que o propósito da empresa é
satisfazer o desejo do cliente para que ele possa voltar e comprar
mais vezes na sua loja ou em qualquer outro comercio que trabalhe.Com
isso o cliente fará o marketing da empresa,aumentando
os seus clientes.
4. Orientação para o Cliente: A função
principal da empresa não é mais produzir e vender,
mas satisfazer à clientela, consultando-a antes de produzir
qualquer coisa, via estudos de mercado e com base nessa consulta,
caso seja favorável, oferecer-lhe produtos/serviços/idéias
de qualidade e valor, para que os consumidores voltem a comprar
e a falar bem da empresa e de seus produtos.
5. Orientação para o Marketing Socialmente Responsável
ou Marketing Societal: Sustenta que a organização
deve determinar as necessidades, desejos e interesses do mercado-alvo
e então proporcionar aos clientes um valor superior de
forma a manter ou melhorar o bem-estar do cliente e da sociedade.
6. Orientação para o Marketing Holístico:
Nesta abordagem a empresa deve tentar compreender e administrar
toda a complexidade envolvida na gestão de marketing
de uma empresa.
Administração é muito mais do que se relata
e, páginas antes brancas ou acões de empresariais.Ser
um administrador,é na verdade, a essência do bom
resultado.Características comuns num caos exterior que
a imaginação e a estrategia é fundademental
para sua vida pessoal e profissional.Você é apenas
fruto de sua imaginação.
Os primeiros passos para a difusão do Marketing foram
dados por Peter Drucker, ainda que implicitamente, em 1954,
com o lançamento do livro "A Prática da Administração".
Não se tratava propriamente de um estudo detalhado sobre
Marketing, mas foi o primeiro registro escrito que cita esta
ferramenta como uma força poderosa a ser considerada
por administradores focados no mercado.
A primeira grande mudança neste cenário veio em
1960 por Theodore Levitt, mais tarde intitulado o pai do marketing,
professor da Harvard Business School. Seu artigo na revista
Harvard Business Review entitulado "Miopia de Marketing",
revelou uma série de erros de percepções,
mostrou a importância da satisfação dos
clientes e transformou para sempre o mundo dos negócios.
O vender a qualquer custo deu lugar à satisfação
garantida. Não é à toa que assistiu-se
logo após este período um renascimento das marcas
como Coca-Cola, Sears, Malboro, etc..
O mundo do marketing começou a borbulhar, artigos científicos
foram escritos, pesquisas feitas e dados estatisticamente relevantes
traçados. Separou-se as estratégias eficientes
dos achismos e viu-se a necessidade de um estudo sério
do mercado. Este conhecimento adquirido ficou espalhado, difuso,
muitas vezes restrito ao mundo acadêmico. Em 1967, Philip
Kotler, lança a primeira edição de seu
livro "Administração de Marketing",
onde pôs-se a reunir, revisar, testar e consolidar as
bases daquilo que até hoje formam o cânone do marketing.
Nos anos 70 destacou-se o facto de surgirem departamentos e
diretorias de marketing em todas as grandes empresas. Não
se tratava mais de uma boa ideia, mas de uma necessidade de
sobrevivência. É nesta época que se multiplicam
os supermercados, shoppings centers e franchises. De facto,
a contribuição do marketing é tão
notória no meio empresarial, que passa rapidamente a
ser adoptada em outros sectores da actividade humana. O governo,
organizações civis, entidades religiosas e partidos
políticos passaram a valer-se das estratégias
de marketing adaptando-as às suas realidades e necessidades.
Em 1982, o livro "Em Busca da Excelência", de
Tom Peters e Bob Waterman inaugurou a era dos gurus de marketing.
Num golpe de sorte editorial, produziram o livro de marketing
mais vendido de todos os tempos, ao focarem completamente sua
atenção para o cliente. O fenômeno dos gurus
levou o marketing às massas, e portanto as pequenas e
médias empresas, e a todo o tipo de profissional. Talvez
por isso, e também por uma necessidade mercadológica
o marketing passou a ser uma preocupação direta
da alta direção de todas as mega-corporações,
não estando mais restrita a uma diretoria ou departamento.
O fênomeno dos gurus entretanto é responsável
pelo posterior descuido com o rigor da investigação
científica e uma tendência a modismos. Nesta época
floreceram diversos autores que logo caíram no anonimato
e outros como Al Ries por definir o conceito de posicionamento,
Jay Conrad Levinson por conceituar o marketing de guerrilha
e Masaaki Imai pai do Kaizen que ganharam reconhecimento no
mundo dos negócios e reputação por suas
idéias e abordagens originais.
Assim como fez em muitos outros setores, o avanço tecnológico
dos anos 90 teve um forte impacto no mundo do marketing. O comércio
eletrônico foi uma revolução na logística,
distribuição e formas de pagamento. O CRM (Customer
Relationship Management) e o serviços de atendimento
ao consumidor, entre outras inovações, tornaram
possivel uma gestão de relacionamento com os clientes
em larga escala. E como se isso não fosse o suficiente
a Internet chegou como uma nova via de comunicação.
É a época do maximarketing de Stan Rapp, do maketing
1 to 1, da Peppers & Rogers Group, do aftermarketing de
Terry G. Vavra e do marketing direto de Bob Stone ou seja, caracterizou-se
por uma constante busca pela personalização em
massa.
Outra tendência do período foi o fortalecimento
do conceito de marketing societal no qual tornou-se uma exigência
de mercado haver uma preocupação com o bem-estar
da sociedade. A satisfação do consumidor e a opinião
pública, passou a estar diretamente ligada a participação
das organizações em causas sociais, e a responsabilidade
social transformou-se numa vantagem competitiva.
A virada do milênio assistiu a segmentação
da televisão a cabo, a popularidade da telefonia celular
e a democratização dos meios de comunicação
especialmente via Internet. A World Wide Web já estava
madura o suficiente e nos primeiros anos desta década
surgiram uma infinidade de pesquisas e publicações
sobre webmarketing e comércio eletrônico. Isso
revolucionou tanto a logística como a oferta de produtos,
e o cliente passou a ter informações e poder de
barganha nunca antes vistos. Era de se esperar que isso influenciasse
a maneira com a qual os consumidores interagiam com as empresas
e entre si. A mídia espontânea, conseguida por
esforços de Assessoria de imprensa, Relações
Públicas, Marketing Social, começam a tomar o
espaço da propaganda tradicional. O nascimento do marketing
de permissão, de Seth Godin, a conceitualização
do marketing boca-a-boca por George Silverman e a explosão
do buzzmarketing e do marketing viral, por autores como Russell
Goldsmith e Mark Hughes e o amadurecimento do crossmedua e dos
ARGS's ( Alternative Reality Games) também são
consequências deste fato que influenciaram tanto o marketing
como a comunicação.
As primeiras coisas a serem definidas em qualquer planejamento
de marketing, é quem são seus consumidores, e
qual exatamente é seu mercado-alvo. Por maior e mais
poderosa que seja, nenhuma empresa pode fazer um bom trabalho
em todos os mercados e satisfazer todas as suas necessidades.
Segmentar o mercado é dividi-lo em grupos com características
e interesses semelhantes. É imperativo encontrar um segmento
de mercado onde estão os clientes em potencial com necessidades
similares àquelas que a empresa deseja e pode atender.
Um segmento de mercado é o resultado desta divisão
de um mercado em pequenos grupos. Este processo é derivado
do reconhecimento de que o mercado total é freqüentemente
feito de grupos com necessidades específicas. Em função
das semelhanças dos consumidores que compõem cada
segmento, eles tendem a responder de forma similar a uma determinada
estratégia de marketing. Isto é, tendem a ter
sentimentos, percepções e comportamento semelhantes.
Uma oferta de marketing só alcançará exito
se proporcionar valor ao seu mercado-alvo. O cliente recebe
benefícios e assume custos, por isso definimos valor
como a razão entre tudo aquilo que o cliente recebe e
tudo o que sacrifica ao fechar um acordo. É muito mais
complexo do que uma simples troca comercial. Os benefícios
incluem benefícios funcionais e emocionais, os custos
incluem custos monetários, de tempo, de energia e psicológicos.
O cliente está sempre optando entre diferentes ofertas
de valor, e escolherá sempre aquela que lhe oferecer
a melhor relação custo/benefício. O profíssional
de marketing deve aumentar o valor da oferta para o cliente
com diversas estratégias:
Aumento de benefícios.
Redução de custos.
Aumento de benefícios e redução de custos.
Aumento de benefícios em proporção maior
do que o aumento de custos.
Redução de benefícios em proporção
menor do que redução de custos.
Outra forma de aumentara aproposta de valor é mostrar
ao consumidor que se leva mais qualquer coisa além do
produto adquirido, concretizemos esta ideia com o caso de marketing
pessoal de David Beckham. A imagem com que o jogador do Real
Madrid aparece, vende, quer seja o penteado ou os brincos que
usa. Quem consome as réplicas das camisolas com que ele
joga, ou quem compra uns brincos iguais aos dele, ou até
mesmo que use o mesmo corte de cabelo, acaba por ter uma satisfação
acrescida, além do produto físico.
Estima-se que o custo de atrair um novo consumidor é
cinco vezes o custo de manter um consumidor fiel. Assim, uma
das principais tarefas do marketing é manter seus consumidores
satisfeitos. A satisfação do mercado-alvo depende
diretamente do desempenho da oferta em relação
as expectativas dos clientes. A expectativa por sua vez é
construida a partir de experiências anteriores dos consumidores
e da reputação, promessas e informações
fornecidas pela empresa.
O cliente ficará satisfeito se o desempenho alcançar
suas expectativas, e insatisfeito se não alcançar.
Se o desempenho for além e superar as expectativas, o
cliente então ficará altamente satisfeito ou encantado.
Um cliente encantado, vale dez vezes mais para a empresa do
que um cliente satisfeito, isso porque os altamente satisfeitos
são muito menos propensos a mudar para a concorrência
quando parece surgir oferta melhor. Os diferentes aspectos que
contribuem na gestão desta satisfação podem
ser contemplados pelo composto mercadológico
Não basta satisfazer os consumidores, se isso não
for feito de uma maneira lucrativa. A estratégia de marketing
deve, portanto, identificar, atrair e manter clientes rentáveis.
Ou seja, aqueles que geram um fluxo de receita que excede o
fluxo de custo de se atrair, vender e serví-los. Todavia,
todas as empresas perdem dinheiro com alguns de seus clientes.
Em "Customers for life", Carl Seweell defende a regra
80/20, onde 20% dos principais clientes geram até 80%
do lucro da empresa, metade do qual é perdido para atender
a base formada por 30% de clientes não-rentáveis.
A implicação é que uma organização
pode ser mais rentável se souber como dispensar seus
piores clientes. Existem, também, diferentes rentabilidades
para cada produto ou serviço. O modelo do Boston Consulting
Group, conhecido como Matriz BCG, foi pioneiro na análise
estratégica da carteira de produtos relacionando a participação
dos produtos no mercado e o crescimento deste mercado
O ciclo de vida de um produto ou serviço indica a possibilidade
do crescimento do mercado consumidor e também indica
princípios de ação que podem ser seguidos
no planejamento de marketing.