A crescente entrada de marcas de navegadores veiculares no
Brasil tem criado uma procura intensa por esses tipos de produtos.
Os modelos são diversos e o preço varia bastante,
partindo de 500 reais e alcançando 2 mil reais, dependendo
da marca, cobertura de mapas e serviços adicionais.
No entanto, quando comparados com preços praticados
fora do país, os valores fogem da realidade e tornam-se
um empecilho na aquisição do produto. A carga
tributária que incide sobre esses produtos no Brasil
não permite que as empresas pratiquem valores mais
acessíveis, elevando o preço final do produto.
Por essa razão, muitas pessoas decidem comprar o equipamento
fora do país. “Se você comparar com outros
produtos, qualquer equipamento eletrônico, todos têm
esse tipo de problema de ter o preço muito elevado,
devido a questões fiscais e de distribuição.
Comprando fora, o produto está dentro do valor permitido”,
diz Emanuele Farini Quartara, diretor geral da E-Motion, distribuidora
da marca TomTom no Brasil.
Efetuando a compra fora do Brasil, a economia pode chegar
a até 70%, o que é bastante significativo. Porém,
como já diz o ditado, o barato pode sair caro. Adquirir
um navegador no exterior propicia uma economia no ato da compra,
mas assim que pisar novamente em território brasileiro,
o usuário poderá ter problemas com o funcionamento
do produto.
O principal contratempo enfrentado é a falta de mapas
do Brasil. Isso acontece porque os navegadores são
pré-carregados com mapas do país ou região
de onde são vendidos. Se, por exemplo, alguém
compra um navegador nos Estados Unidos, muito provavelmente
acompanhará mapas da América do Norte e Porto
Rico. No caso da Europa, o número de países
é maior, mas normalmente não cobre inicialmente
todo o continente.
Isso acontece por dois motivos principais: espaço
na memória do aparelho e questões de mercado.
O primeiro é um limitador significativo, pois ter mapas
pré-carregados da Europa, Estados Unidos e Brasil,
por exemplo, extrapolaria a capacidade do aparelho. Mas as
questões de mercado que vêm em primeiro plano,
pois se há a possibilidade do usuário comprar
separadamente os mapas de outras regiões, não
haveria motivo para agregá-los ao aparelho.
Sem o mapa da região em que se pretende navegar, o
funcionamento do aparelho fica quase totalmente limitado.
A recepção dos sinais dos satélites GPS
e fixação da localização serão
normais, porém o navegador mostrará apenas um
vazio, que é inútil para o motorista.
Se você comprou um navegador no exterior, chegou ao
Brasil e não pode navegar porque não há
mapas, a primeira coisa a ser feita é buscar se a marca
tem representante por aqui. O fato das produtoras de mapas
digitais, como Navteq e Tele Atlas, fecharem contratos com
as empresas de navegadores, não permite que vendam
os mapas avulsos para o consumidor final. Por essa razão,
a única saída é ir em busca dos fabricantes
do aparelho.
As principais marcas mundiais de dispositivos de navegação
já estão chegando ao Brasil, portanto é
bastante provável que exista uma representante oficial
para auxiliar na solução do problema. Além
disso, algumas marcas já disponibilizam o download
gratuito pela internet ou compra separada de pacotes com mapas.
No caso de não possuir representantes no Brasil, a
situação pode se tornar ainda mais complicada.
O usuário então deve entrar em contato com a
fabricante do aparelho para tentar encontrar uma saída
viável.
Outra solução é que o aparelho seja
compatível com cartões de memória, para
que pacotes de mapas possam ser comprados separadamente e
instalados. Nesse caso, um caminho é que o usuário
adquira os mapas do Maplink Destinator, que contém
mais de mil cidades, sendo que 157 são totalmente navegáveis.
Esse pacote de software e mapas é embarcado em alguns
navegadores vendidos no Brasil, e pode ser uma solução
viável, tanto operacional como financeiramente. Além
disso, pode ser utilizado em PDAs e Pocket PCs com GPS integrado
ou via Bluetooth.
Independentemente da solução encontrada, é
importante que o usuário esteja ciente de que comprando
o navegador no exterior, futuramente poderá ter dores
de cabeça, principalmente com falta de garantia e assistência
técnica. Por essa razão, mesmo sendo economicamente
atraente, é preciso tomar cuidado com a compra, para
que o aparelho não fique encostado e sem uso.